Opinião

Ladrões que geram ladrões
Aluizio Teixeira de Araújo
Leitor do Jornal da Cidadania

Nenhum ato ilegal gera direito e toda forma de enriquecimento ilícito, toda posse de recursos alheios, caracteriza-se em roubo.
Para que sirva de reflexão a todos nós, é importante enfatizar que o ladrão mais cruel é o que comete o chamado "crime do colarinho branco". Porque esse mata milhões, desestruturando lares, fabricando miséria, empobrecendo famílias que se desintegram, jogando seus filhos nas ruas, à mercê dos que se dizem justiceiros.
Todos aqueles que dentro de suas funções específicas se deixam corromper, ativa ou passivamente, estão em inadimplência com os descamisados do país, contribuindo em pequena ou grande escala para a miséria do povão.
A sociedade se organizou para que tudo permanecesse em ordem, com nossos direitos e deveres a cumprir. Deveres nós cumprimos a duras penas, agora direitos é outra história! A nossa carga tributária é enorme, comparando com outros países do Terceiro Mundo, gerando recursos que dariam, sem dúvida, uma qualidade de vida melhor à população. Porém existe não um ralo, mas um sumidouro, sugando grande parte dos recursos destinados à área social, que poderiam evitar tragédias como o acontecido em Caruaru, Pernambuco, e tantas outras também na área de assentamentos humanos.
É preciso que aqueles que exercem lideranças em diversos segmentos, que estão no comando de qualquer instituição, fiscalizem, governem solicitando discernimento divino para executar tarefa de tão grande responsabilidade para não sentir pesar na consciência.
A única forma de sarar a sociedade é lapidando o coração do homem, para que possamos mudar esse quadro de horror, que está assustando o mundo.

Cartas

Comunidade Solidária

O Comitê Porto Alegre de Ação da Cidadania vem, através desta, externar sua satisfação quanto ao afastamento do nosso Betinho do Comunidade Solidária. Inicialmente nos sentimos, não diríamos enfraquecidos, mas injustiçados pelo Comunidade Solidária e, como conseqüência, por alguns órgãos que acreditaram não ser mais necessário o Comitê de Ação da Cidadania na cidade de Porto Alegre, apesar da média de 140 famílias (todas em risco pessoal), atendidas mensalmente com agasalhos, alimentos, ferramentas, sementes, remédios, materias de construção etc. Como se não bastasse tal "podamento", ainda lemos no Zero Hora, conforme anexo, uma notícia que jamais poderia ter margem em um governo que se dizia tão preocupado com o social em época de eleição. Antes, sentíamos vergonha de ser brasileiros diante de tantas pessoas socialmente excluídas, agora sentimos raiva diante de tanta "miséria humana". (...) abraçamos cordialmente o Betinho e toda a equipe do Jornal da Cidadania.
Inês Rosa da Silva, Comitê Porto Alegre, RS

Voto responsável

Recebi o número do nosso (permita-me) Jornal da Cidadania e observei, na segunda página, uma excelente charge do Marco – aliás, nossos chargistas, todos, são talentosíssimos –, que me suscitou algumas idéias. É verdade sim, e infelizmente, que um grande número de nossos políticos e administradores são sem-vergonha, o que não se pode admitir, já que são profissionais pagos para bem gerir a coisa pública. Mas também é verdade que o povo-eleitor, em que pese aquela parcela da população realmente analfabeta e marginalizada da informação, é irresponsável e leviano. Freqüentemente se observa que, às vésperas da eleição, a maioria se diz desinteressada, vota em qualquer um, anula o voto, ou reclama que eleição é chata e que preferia estar na praia ou tomar um chopinho. Geralmente, a verdade, a virtude, a justiça estão no meio: políticos irresponsáveis são eleitos por uma maioria de irresponsáveis.
Cecília Rios, Rio de Janeiro, RJ

Quem cala, consente

Gostaria de saber mais sobre a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida. Conheci-a pelas propagandas na TV e depois de conseguir um jornal sobre os 15 anos do IBASE. Pelo coordenador do grupo de jovens da Igreja Católica, gostaria de parabenizar Betinho, esse nome do Brasil e do mundo. (...) E como pode o Senado e o Congresso sentarem para aumentar em míseros R$ 12, levando dias para discutir este aumento? (...) Continuem lutando pelos mais fracos e injustiçados, pois os que calam consentem. (...) "Ele fez discurso e foi embora. Quem é ditador fala, quem não é escuta". Betão, o homem que faz.
Flávio Rocha, Nova Viçosa, BA

Qualidade

Fiquei muito impressionada com as publicações do Jornal da Cidadania e revista Democracia. Como professora universitária do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Ilhéus, Bahia, gostaria de receber as referidas publicações para meu acervo particular. Ao tempo em que parabenizo os senhores pela excelente qualidade destes trabalhos, manifesto a certeza de ser atendida na minha solicitação.
Ana Maria Fontes, Ilhéus, BA
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